GUIA PRÁTICO DOS ESPUMANTES: TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA VENDER MAIS!

O mercado de espumantes vem crescendo todos os anos. O Brasil, além de grande produtor, hoje é um dos mercados mais promissores de borbulhas do mundo.

Nos últimos 3 anos o consumo em nosso país mais que dobrou, passando de 25 para 36 milhões de litros. Isso porque o espumante deixou de ser uma bebida sazonal e passou a ser mais democrática, sendo servida em diversos ambientes e situações.

Hoje trazemos dicas valiosíssimas para você selecionar o seu mix de produtos de forma certeira e aumentar suas vendas. 🚀 

Para isso é importante considerar os seguintes pontos:

  • Variedade de rótulos;
  • Faixas de preço;
  • Métodos de elaboração;
  • Classificação;
  • Origem e sub regiões;
  • Tendências.
  • Variedade de rótulos

Erro muito comum e que você deve evitar é a compra de vários rótulos de espumantes com o mesmo perfil (como rótulos com o mesmo método de elaboração, classificação e características sensoriais similares) oferecendo pouca variedade para seu cliente. Afinal, o consumidor de vinho, em geral, possui um perfil mais explorador, buscando sempre por novidades.

  • Faixas de preço

A precificação dos rótulos para o cliente final é um fator que requer atenção no momento de montar seu portfólio. Hoje, no Brasil, 70% dos vinhos e espumantes são vendidos por até R$80, ou seja, é importante construir um mix de produtos com uma escala de precificação variada a fim de atender clientes com poderes de compra diferentes.

Vale lembrar que marcas muito conhecidas e difundidas em empórios, supermercados e no varejo em geral trazem margem menor, por outro lado, marcas exclusivas possuem margens melhores.  

Outro  fator crucial é  procurar entender a política comercial do seu fornecedor e buscar sempre um markup saudável para o seu negócio.

Dica prática: o markup médio aplicado no Brasil é de 40 a 70%. Nossa recomendação é que se trabalhe, no mínimo, com 60%.  

(Para saber mais sobre precificação clique aqui: https://blog.educavinhos.com.br/como-precificar-os-produtos-do-seu-negocio-de-vinhos/)

  • Métodos de elaboração

Um dos fatores que mais impacta no preço final dos espumantes é o seu método de elaboração, e também é a sua forma de elaboração que determina muitas das características do produto final. No Brasil, os espumantes podem ser elaborados nos métodos: Charmat, Asti e Tradicional.

No método Charmat os espumantes passam por uma segunda fermentação em tanques herméticos, possibilitando a produção de milhares de litros ao mesmo tempo, o que reflete em um menor custo de produção. Costumam ser leves, frescos, com boa acidez e aromas primários com notas frutadas  e cítricas. São versáteis e ótimos para consumo com aperitivos, saladas e sushis e apresentam excelente custo benefício.

O método Asti é uma variação do Charmat e usualmente é utilizado para a elaboração de moscatéis. Nesse método é realizada apenas uma fermentação. A fermentação é interrompida após atingir a graduação média de 6 a 8% de álcool e, por esse motivo, uma boa quantidade do açúcar residual das uvas permanece na bebida, promovendo um sabor mais adocicado ao espumante.

Já no método Tradicional, a segunda fermentação é realizada na garrafa. Trata-se de um processo mais manual e com tempo maior de duração, trazendo mais complexidade à bebida – e refletindo no valor final do produto. Devido ao maior tempo de contato com as leveduras, resulta em espumantes com tipicidade diferente, apresentando cremosidade em boca, notas de frutas secas, passas e aromas de pão, brioche e tostado.

É importantíssimo ter variedade no seu portfólio neste quesito para trazer propostas diferentes e opções sortidas para seus clientes.

  • Classificação dos Espumantes

A classificação dos espumantes é feita de acordo com a concentração de açúcar residual na garrafa, podendo ser:

  • Nature: até 3g de açúcar por litro – o mais seco entre todos os espumantes
  • Extra brut: de 3,1 e 8 g/l 
  • Brut: 8,1 e 15 g/l – é o espumante seco mais encontrado nas prateleiras 
  • Sec: entre 15,1 e 20 g/l
  • Demi-sec: entre 20,1 e 60 g/l
  • Moscatel: 60 g/l – possui dulçor perceptível, porém sua acidez reduz a sensação de ser muito doce.

Ter conhecimento sobre essas classificações te ajudará a indicar o rótulo mais apropriado para o seu cliente e conduzi-lo em sua compra.

  • Origem e sub regiões

Você sabia que 85% dos espumantes vendidos no Brasil possuem origem brasileira? Pois é!

Somente 15% do volume de vendas se referem a importados, mas essa categoria vem crescendo e, apenas no último ano, o crescimento foi de mais de 20%. Entre os países mais importados estão: Espanha (liderando devido às Cavas), Argentina (em sua maioria com espumantes de entrada elaborados pelo Método Charmat), Itália (Proseccos), França (Crémants e Champagnes) e Chile  (espumantes de entrada elaborados pelo Método Charmat).

Além dessas informações, ao montar seu portfólio busque variar entre produtos de Sub Regiões, por exemplo: existem ótimos exemplares de espumantes brasileiros na Serra Gaúcha, Serra do Sudeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Vale do São Francisco, Pinto Bandeira, etc. Cada um com tipicidade e características distintas.

  • Atenção às tendências!
  • Uma tendência que vem ganhando muito espaço não só no mercado de vinhos, mas também de outras bebidas, são os produtos não alcoólicos, ou seja, zero álcool. São ótimas opções para pessoas que estão dirigindo, grávidas, pessoas que estejam em uso de medicação, etc.
  • Os frisantes também estão ganhando força e são excelentes para compor o portfólio com produtos por menos de R$ 30. Alunos da EducaVinhos, por exemplo, têm opções de vinhos da compra coletiva com preço de custo de R$15,00 e aplicação de markup superior a 100%. A Linha Terrenus Frisante foi um sucesso de vendas no final de ano de 2022.
  • Os espumantes Nature vêm ganhando destaque e seu consumo tem crescido acima dos espumantes brut e extra-brut, fique de olho!
  • Espumantes de média e alta gama, ou seja, com preço final acima de R$120 dispararam no último ano, resultando em um aumento de 87% em consumo no último ano.
  • No quesito embalagens a lata é a aposta do momento, com opções de espumantes moscatel e brut, são ótimas para ocasiões de consumo fáceis. Por ser prática, pode ser levada para praia, piscina e passeios ao ar livre, além de ser excelente opção para bares e restaurantes no uso para a mixologia.
  • Não podemos esquecer dos espumantes rosés! 33% do total de espumantes vendidos no Brasil são rosés. Fáceis de harmonizar, gastronômicos e super instagramáveis, sua cor chama atenção do consumidor e ocupa cada vez mais espaço nas prateleiras.

Aplicando todas essas dicas sem dúvidas seu portfólio de espumantes será completíssimo e suas vendas nesse segmento irão disparar! 🥂

Vale lembrar que você não precisa iniciar seu mix com diversos rótulos, você pode começar com 3 opções (um moscatel rosé, um brut branco do método Charmat e um espumante do método tradicional, por exemplo) e compor o seu portfólio de acordo com a necessidade do seu público. Pouco a pouco,  com o aumento de sua base de clientes, busque inserir variedades e mais opções de produtos. 

Lembre-se: o ideal é aumentar a quantidade de rótulos conforme o aumento de seu faturamento.

Gostou destas dicas? Agora você pode colocá-las em prática para aumentar as oportunidades de vendas e gerar mais lucros. 

Boas vendas! 🥂


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