VALE A PENA TER UM E-COMMERCE DE VINHOS

Person holding tablet and buying wine online

Primeiro é preciso entender que e-commerce não é apenas um site onde você coloca as informações do seu negócio e os produtos que você vende e pronto. Sim, é isso também, mas ao criar um site você cria expectativas de que ele irá vender. Mas isso não acontece da noite pro dia, muito menos sozinho, e para que não haja frustração: você precisa se dedicar.

TEMPO E ENERGIA 

Com experiência na área desde 1998, o Consultor de Digital Eduardo Pezzi, conta que criou mais de 20 e-commerces durante a pandemia e a maioria quebrou. A mensagem é que dá para sobreviver sim, mas não é um trabalho fácil e é preciso investimento não apenas financeiro, mas de tempo. Um site, sem estratégia, é como uma loja no deserto: vazia. As plataformas digitais têm, já no início, dois problemas: o primeiro é que cada empresa está sozinha no on-line e o segundo é que, mesmo sozinha, há concorrência com milhares de outros sites. 

PENSE DIGITAL

O caminho é pensar digital, e não pensar em soluções que antes funcionavam no presencial para conseguir visibilidade. Aqui, a digitalização é inevitável: em todo mercado, e não apenas no vinho, a digitalização vira obrigatória quando chega a 20% do faturamento do setor – atualmente, no vinho, está em 16%. “Nos 20%, ela se exponência”, conta o especialista.

A primeira coisa é saber o modelo de negócios”, afirma Pezzi. Com o modelo de negócios definido, o e-commerce precisa de uma estrutura, de tecnologia, das ferramentas corretas, e também na mão-de-obra, que pode ser até um estagiário, mas sempre uma pessoa que cuide do e-commerce. “A sua empresa pode não atuar no mercado de tecnologia, mas em algum momento uma empresa de tecnologia estará no seu mercado”, alerta o especialista. Sem um e-commerce, a loja física tende a perder clientes.

FÍSICO E DIGITAL ANDAM JUNTOS

Assim é preciso pensar o e-commerce. Planeje-o de acordo seu negócio, e não como apenas um site. “A tecnologia não é a estratégia, é a ferramenta. Para aumentar este faturamento, um ponto importante é conseguir estar sempre em contato com o consumidor. Pezzi dá consultoria à vinícola Jolimont, sediada em Canela RS. Lá a aposta é focada fortemente no marketing de relacionamento, sem investir em campanhas digitais. Primeiro, a vinícola trabalha para levar o consumidor para conhecer a sua sede e se encantar com o seu turismo, e incentiva que ele faça a primeira compra e o seu cadastro na visita presencial. Após 45 dias da primeira compra, o cliente é contactado pelo site. A meta da equipe é a cada 90 dias entrar em contato com 180 mil pessoas, e há um processo traçado para isso.

Em um pequeno negócio, o que se aplica são os pequenos eventos presencias, seja participando de uma feira no condomínio, promovendo uma degustação em parceria com um restaurante, o importante é você obter o contato dessas pessoas, cadastrar em sua base, entrar em contato após o evento, e oferecer ofertas para elas em seu e-commerce.

PLANEJAMENTO

Um planejamento para o e-commerce começa com a definição de qual o modelo de negócios. O segundo ponto é definir o “front”, que é a vitrine digital do negócio e deve trazer de maneira fácil para os clientes, o que ele vai encontrar neste e-commerce. Ou seja, é o que sempre falamos sobre ter clareza. Definir se os vinhos serão listados por países, por preços é apenas uma das definições. O terceiro ponto é definir a tecnologia que será utilizada. No e-commerce é preciso pensar também no marketing digital, com as campanhas, o acompanhamento do tráfego, as promoções, o preço flutuante, entre outros pontos.

DICAS PRÁTICAS

Esteja preparado para analisar os dados e entender o que leva o seu consumidor a comprar um vinho. “Só gostar de vinho não é um motivo”, lembra ele. A dica aqui é estar atento aos buscadores do google, com as perguntas dos consumidores, e focar no conteúdo disponível no seu e-commerce.

Encontre a tecnologia certa para o e-commerce; pensar e planejar a homepage, ter sempre promoções. “Descontos sempre funcionam”, diz ele. No site, trocar o banner sempre; pensar em imagens que passam informação. Uma sugestão simples é colocar fotos de pessoas olhando o produto e não olhando para o consumidor. E a imagem sempre no lado esquerdo.

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